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Início
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Departamento de Assistência e Promoção Social,
instalou no dia 20 de maio 2005, no Instituto de Readaptação
Social Jair Etienne Dessaune - IRS, conhecido popularmente por
“Penitenciária Pedra d’Água”,
por recomendação da Presidente da Federação,
um programa de evangelização de presos.
Os
trabalhadores iniciantes da tarefa, de diversas casas espíritas,
estão sob a coordenação do cruzado José
Carlos Fiorido e conta com diversos trabalhadores do Núcleo
Espírita Irmão Maurício e outras casas espiritas.
Embora
a tarefa em si tenha se iniciado nesta data, o trabalho começou
a ser realizado a partir de agosto de 2004, quando o Departamento
conseguiu encontrar um voluntário disposto a realizar a
tarefa, o qual assumiu o encargo de aproximar os espíritas
dos presídios e dos presidiários, tarefa esta reclamada
pelas autoridades constituídas, que nas suas percepções,
viam os católicos e evangélicos adentrando e contatando
com os detentos, mas os espíritas estavam ausentes e distantes.
Tendo
surgido a oportunidade de iniciar o trabalho de evangelização
com os detentos, a coordenação dos trabalhos deu
início às atividades no dia 20 de maio de 2005,
tendo como responsável o Coronel Fiorido, trabalhador do
Núcleo Espírita Irmão Maurício, sendo
escolhido o Instituto de Readaptação Social - IRS
por três razões fundamentais.
A
primeira é que o então diretor do presídio
é simpatizante do espiritismo; a segunda é que,
sendo o presídio destinado a pessoas já condenadas,
o presídio oferece menos riscos - esta foi uma das maiores
argumentações contra o trabalho com presidiários,
e a terceira, não havendo ainda mulheres disponíveis
para o trabalho, fomos orientados a não iniciar trabalhos
em presídios femininos com evangelizadores masculinos.
Idalinda de
Aguiar
Na reunião
mensal dos trabalhadores do grupo de apoio aos apenados, realizado
no dia 15 de dezembro de 2007, na Sociedade
Espírita Guillon Ribeiro, foi definido o nome do grupo
como Grupo Espírita de Apoio aos Apenados Idalinda de Aguiar.
A
escolha do nome foi em homenagem a companheira Idalinda de Aguiar
Mattos, já de volta ao Plano Espiritual, que fez de sua
vida um trabalho constante nessa área.
Ao
fim da reunião, a querida irmã, nos deixou uma mensagem
piscofônica, de conforto e incentivo para a realização
e condução dos trabalhos nos presídios, informando
"que havia ficado muito contente pela escolha do nome, mas
que o nome dela no grupo não significava muito, e o que
significava de verdade era o nosso amor ao trabalho".
Em 1967, fundou o
“Lar de Amélie Boudet”, para assistir filhos
de presidiários.
Cinco anos depois,
o “Lar” sofreria solução de continuidade
por absoluta falta de recursos.
Em 1961 aprendeu
o alfabeto Braille, para lecionar nas Unidades Prisionais do Rio
de Janeiro, e com a ajuda de seus alunos transcreveu, para a Sociedade
de Pró-Livro Espírita em Braille (SPLEB), cerca
de 15 obras. Nesse mesmo período (61-66), foi eleita Secretária
da Comissão Bibliográfica da SPLEB.
Espírita afeiçoada
ao bem, diligente, honesta, sincera em todas as suas iniciativas,
formou em torno de si vasto círculo de amizade e de admiradores
da sua obra. Além de seu trabalho socorrista, possuía
notável capacidade de comunicação na difusão
do Espiritismo, por todos os meios e formas.
Podemos dizer, sem
qualquer receio de errar: Idalinda de Aguiar Mattos teve uma vida
missionária, toda dedicada aos necessitados em geral, e
aos sofredores.
Os trabalhos
O grupo através
de uma grande corrente de simpatizantes espíritas e também
de amigos de outras doutrinas religiosas, colaboram nos trabalhos
em favor dos apenados e de seus familiares.
Hoje os trabalhos
basicamente dividem-se em:
-
Evangelização no Instituto
de Readaptação Social Jair Etienne Dessaune
- IRS, localizado em Vila
Velha, com uma reunião semanal às sextas-feiras,
das 14:00 às 16:00 horas.
-
Evangelização
na Penitenciária Estadual Feminino - PEF, localizada
em Cariacica, com uma reunião
semanal às terças-feiras, das 09:00 às
11:00 horas.
-
Envio
e recebimento de cartas entre os apenados e os voluntários,
denominado Correio Fraterno.
-
Entregas
de malotes, compostos de material de higiene, e distribuídos
para os presos mais carentes.
-
Apoio
jurídico, realizado com o auxílio de advogados,
para o acompanhamento de processos.
-
Apoio
com albergue e doação de roupas e alimentos,
para os apenados recém saídos do sistema prisional,
que não possuem apoio familiar.
-
Emissão
de documentos.
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