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Caridade
para com os criminosos
Foi
montado um projeto inicial que foi ativado a partir de uma campanha
de livros, a qual foi muito bem sucedida, com a finalidade de montar
pequenas bibliotecas nos presídios a fim de que os presos
passassem a ter acesso a mais informações, particularmente
a literatura espírita.
Ao
mesmo tempo em que a campanha de livros estava em andamento, o coordenador
da atividade programou um ciclo de palestras doutrinárias
com vistas a fazer o publico freqüentador das casas espíritas
a refletir sobre a questão social, a criminalidade,
a violência, o preso e o papel do espírita diante da
necessidade de promover a implantação de uma proposta
de paz e do bem entre os homens.
Para
embasar os trabalhos foram feitos contatos com espíritas
paranaenses, gaúchos e fluminenses sobre a questão
do trabalho de evangelização espírita nos presídios,
sendo colhido importante material de estudos e relatos de experiências
bem e mal sucedidas, o que deu algum suporte à coordenação
dos trabalhos a fim de que ele pudesse ter algum sucesso.
Diversas
casas espíritas convidaram e colocaram em suas tarefas
de divulgação o tema “Caridade Para Com os Criminosos”
e realizadas as palestras, percebeu-se boa aceitação
e receptividade para com o tema tão importante e tão
ainda polêmico entre nós. Muitas discussões
se deram em torno do tema e muitas pessoas, mesmo espíritas
mais experientes, se mostraram perplexos com algumas informações
que foram passadas.
Organização
e necessidade de trabalhadores
Encontramos
um surpreendente número de artesões no presídio.
Deles recebemos reclamações de que faltam materiais
para a execução dos trabalhos e que a falta de organização
dos artesões, particularmente pela impossibilidade de reuniões
e lideranças capazes, não conseguem se articular
e assim, muitos trabalhos param por falta de material, que só
é conseguido após longa espera e os produtos não
são vendidos por falta de quem operacionalize a venda.
O
grupo de trabalho está se organizando. Vagarosa, porém
sistematicamente, estamos reunindo voluntários que se interessam
e se sensibilizaram pela tarefa. Além das reuniões
ordinárias que já estão acontecendo, os organizadores
já participaram de dois eventos de capacitação
e além do contato direito com a Vara de Execuções
Penais da Comarca de Vitória, parceria firmada há
mais de quatro anos com a Federação Espírita
do Estado do Espírito Santo para que apenados tenha a oportunidade
de cumprir sua pena no centro espírita, prestando serviços
por oito horas semanais.
Diante
da excelente qualidade dos trabalhos de artesanato, resolveu a coordenação
dos trabalhos realizar feiras para expor os produtos e possibilitar
a discussão do projeto de evangelização.
A iniciativa
deu certo. Foram realizadas três feiras de artesanato em
eventos espíritas e tendo alcançado bons resultados
tanto nas vendas dos produtos como também o artesanato se
tornou veículo de divulgação do trabalho e
assim surge a possibilidade de discussão da questão
nos eventos.
A
receptividade tem sido muito boa e a equipe tem recebido estímulos
a continuar. Neste ano de 2006 estamos planejando quatro feiras
de artesanatos em eventos espíritas. O grupo esta trabalhando
com a direção do presídio a implantação
de uma cooperativa de artesões, tendo esta, além
da terapia ocupacional tão necessária ao processo
de ressocialização do preso, e oferecer a oportunidade
de utilizar os dias trabalhado como remissão de sua pena,
e também produzir recursos capazes de suprir as suas necessidades
e profissionalizar-se.
A
proposta do grupo de trabalho é acolher o preso e evangelizá-lo.
A pena privativa de liberdade não pode tirar a dignidade
da pessoa humana. Nós que estamos do lado de fora das grades
não temos a noção de quantos direitos são
usurpados na pena que tira a liberdade.
O recluso
perde o direito de educar os filhos, o direito de gerir seus negócios,
o direito à intimidade com a sua companheira, a qual também
é constrangida ao relacionamento íntimo em condições
aviltantes. Obviamente que o presídio não deve ser
hotel, mas não pode condenar o indivíduo a condições
degradantes, visto que o Estado que condena passa a cometer o mesmo
crime que aquele que apenou.
A
pena deve ter o caráter educativo, seja qual for o crime.
O grupo de voluntários que está se organizando tem
se reunido para discutir estas questões e está afinado
com a proposta de levar alento a estes nossos irmãos.
Para isto, já organizou o Correio Fraterno entre interessados
e presidiários - troca de correspondência entre os
trabalhadores e os apenados - e além disso, criou
o malote, isto é, um kit de higiene pessoal que é
fornecido a alguns presos carentes indicados pelo próprio
grupo que é evangelizado.
O número
dos que freqüentam a evangelização é variável
segundo as circunstancias do dia, mas já tivemos presença
de 18 pessoas. A média são de 12 companheiros.
Penitenciária
Estadual Feminino (PEF), em Tucum, Cariacica
Iniciou-se no mês
de novembro de 2007, o trabalho de evangelização
das apenadas da Penitenciária Estadual Feminino - PEF,
em Tucum, Cariacica.
O
trabalho oferecido é idêntico ao realizado no Instituto
de Readaptação Social Jair Etienne Dessaune - IRS.
A equipe formada,
realiza semanalmente as visitas com a participação
inicial de oito detentas, que recebem também de acordo
com as necessidades materiais, um malote de produtos de higiene
pessoal.
Admitimos
voluntários para diversas tarefas, precisamos de pessoas
que se disponham a oferecer materiais para que o artesanato possa
acontecer e precisamos de espaços nos eventos espíritas.
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