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Histórico
A Cruzada
dos Militares Espíritas (CME) é uma sociedade civil,
legalmente constituída, fundada em 10 de dezembro de 1944,
que objetiva especificamente atuar nas Forças Armadas e nas
Forças Auxiliares, procurando congregar, sob sua bandeira,
os militares que professam o Espiritismo, conforme definido na Codificação
Kardequiana, e que vivem dispersos por todo país.
Possuindo
personalidade jurídica própria, tem seus estatutos
devidamente registrados, os quais afirmam haver ela nascido "da
vontade de um grupo de militares de afirmar, publicamente, a sua
crença, no viver sem dispersão, em comunhão
evangélica".
A
CME é filiada à Federação Espírita
Brasileira, tendo assento no Conselho Federativo Nacional dessa
entidade desde 6 de novembro de 1987, na qualidade de Entidade Especializada
de âmbito Nacional, e se faz presente em todo o território
brasileiro, nas três Forças Armadas e nas Polícias
Militares, operacionalizando sua atuação através
de seus Representantes, Núcleos e Delegados.
Os
Representantes atuam em determinada Unidade da Federação
ou área geográfica específica, representando
a instituição junto às autoridades civis e
militares, órgãos federativos do movimento espírita
organizado, sociedades espíritas, ou onde a presença
da CME se fizer necessária.
Cabe
ainda a estes, amparar, orientar ou ativar Núcleos e GED
em suas áreas de atuação. Os Núcleos
funcionam como entidades (casas) espíritas em Guarnições
ou Organizações Militares que ofereçam condições
materiais e de pessoal para viabilizá-los.
Os
Delegados são os representantes da CME nas diferentes Organizações
Militares (OM), elos de ligação entre a entidade e
a comunidade espírita de suas OM. São designados por
seus Comandantes, Chefes ou Diretores, a pedido da Cruzada, ou têm
seus nomes levados pela Cruzada àquelas autoridades, para
devida consideração e acolhimento.
Os
Delegados são orientados pela Cruzada no sentido de criarem
e coordenarem os Grupos de Estudos Doutrinários (GED), com
a devida autorização de seus Comandantes, Chefes ou
Diretores. Os GED se reúnem em horários fora do expediente
ou em horários estabelecidos para os cultos religiosos da
OM, para a oração e o estudo da Doutrina Espírita
em seu tríplice aspecto: filosófico, científico
e religioso. Os membros da CME, designados Cruzados, compõem
o seu quadro social. Admite-se para tal, militares da ativa, da
reserva ou reformados, sem distinção de posto ou graduação,
e civis que participem dos trabalhos dos Núcleos ou GED.
O
interessado deve preencher uma proposta de sócio e encaminhá-la
à CME (Sede no Rio de Janeiro), não havendo nenhum
tipo de contribuição obrigatória por parte
do associado. Conforme consta do preâmbulo de seu estatuto.
"é a Cruzada dos Militares Espíritas, obra de
fraternidade. Não divide os homens; nem semeia ódios
ou controvérsias pessoais. Não há imposição,
nem dogmas. Pregar-se-á para quem quiser ouvir e apontar-se-á
para os que têm olhos para ver.
A
expressão moral-espiritual da Cruzada reside na liberdade
de crer e no respeito a todas as demais crenças ou religiões.
Não disputamos honras nem grandezas humanas, mas acreditamos
no amor de Deus e propagaremos as verdades evangélicas."
(fonte de pesquisa:
www.cme.org.br).
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