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Histórico
Francisco
Peixoto Lins, o Peixotinho, como todos o conheceram, nasceu em
1º de Fevereiro de 1905, na cidade de Pacatuba, no Estado
do Ceará, filho de Miguel Peixoto Lins e Joana Alves Peixoto.
Embora nascido em 1905, para efeito do registro civil e, destarte,
para todos os efeitos da vida material, seu nascimento se deu
em igual data do ano de 1907.
Passou sua infância
em Fortaleza cercado pelo afeto dos tios, eis que muito cedo sua
mãe deixou o plano terrestre. Aos catorze anos de idade,
com o destemor próprio do cearense, talhado para uma vida
de sacrifícios, deixou sua terra em busca do Amazonas,
àquela época o Eldorado do nordestino.
Durante dois anos
trabalhou na extração de borracha nos seringais
amazonenses, enfrentando, além da solidão, os perigos
normais da região e a exigüidade de recursos da época.
Retornou ao Ceará, e aí, na terra de Bezerra de
Menezes, surgiu sua mediunidade em forma obsessiva, pois no início
era envolvido pelos Espíritos sofredores que o faziam um
valentão.
Apesar do seu físico
infantil, era dono de grande força de vontade e, sabendo
o que lhe poderiam fazer os obsessores, procurou reagir, não
saindo de casa, isso depois de um episódio em que, após
travar luta com vários homens, foi transportado para uma
praia deserta e distante, fisicamente ileso. Mas os Espíritos
das trevas não desanimaram ante sua disposição
de não sair de casa, vindo-lhe, então, um caso de
desprendimento, sendo considerado morto, estado de que despertou
após mais de 20 horas de amortalhado.
Vida militar
Em 1926 veio para
o Rio de Janeiro, então Capital da República, e
se apresentou para servir no Exército, na Fortaleza de
Santa Cruz. Sua vida militar foi intercalada de transferências,
mas, para onde era transferido, fixava residência com a
família e ali fundava um posto de receituário homeopata.
Assim foi em Imbituba (Santa Catarina), Santos, Rio de Janeiro,
Campos, etc.
Apesar de sua eficiência
no receituário, foi um sofredor, portador de asma, e que
compreendia ser essa a sua provação. Apesar de todos
os sofrimentos, era alegre e brincalhão, e por muitos considerado
uma criança grande. Como médium soube viver, sem
nunca comerciar seus dotes mediúnicos. Viveu pobre e exclusivamente
dos seus vencimentos de oficial da reserva do Exército,
reformado que foi no posto de capitão. Manteve sempre grande
zelo pelos princípios esposados por Kardec, fazendo por
onde, nos Grupos ou Centros por ele fundados, nunca existisse
intromissão de rituais ou quaisquer influências alheias
à doutrina do Codificador.
Dedicou-se muito
ao tratamento de casos de obsessão, chegando mesmo a, por
várias vezes, levar doentes ao próprio lar, onde
os hospedava junto de sua família. Passou por testemunhos
sérios e sofreu ingratidões que soube perdoar, não
desanimando nunca de servir.
Desencarnou às
seis horas da manhã do dia 16 de Junho de 1966, em Campos,
cercado do carinho da família. (fonte de pesquisa: Folha
Cruzada, Ano 4, Nº 4). |
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