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Histórico
Líder
baiano foi um dos grandes incentivadores das mocidades espíritas
no Brasil. Leopoldo Machado foi uma das figuras mais importantes
do espiritismo brasileiro. Poeta, escritor, dramaturgo, orador
e ativista, ele promoveu um rejuvenescimento no movimento, com
sua Campanha do Espiritismo de Vivos, em que agitou os centros,
centralizados na relação com os "mortos".
Leopoldo provocou
uma reação, melhorou a participação
de estudiosos e expositores e influenciou na realização
de cursos e aulas sobre a Doutrina. Uma das maiores contribuições
que ele deu foi a criação vigorosa das Mocidades
Espíritas. Graças a ele, rompeu-se o círculo
fechado dos centros com a entrada de jovens no movimento.
As Mocidades Espíritas
representaram uma injeção de vigor e rompimento
do status sonolento das entidades doutrinárias. Em
decorrência do confronto de jovens com os "mais velhos",
deu-se nova dimensão ao Espiritismo.
Como um presente
régio da Bahia, onde nascera, chegara ao Rio de Janeiro,
então capital do país, integrando-se, desde logo,
aos demais conterrâneos seus já aqui emprenhados
na defesa dos postulados espíritas, dentre os quais Carlos
Imbassahy, Deolindo Amorim, Alfredo Miguel e outros nordestinos,
como Lins de Vasconcelos, com seu espírito conciliador.
O educador
Educador por excelência,
fundou desde logo no município fluminense de Nova Iguaçu,
onde fixara residência, o Colégio Leopoldo, que se
tornou um dos mais conceituados estabelecimentos de ensino daquela
região e do próprio Estado.
Sem prejuízos
de seus afazeres no Colégio Leopoldo, da ajuda no Lar de
Jesus, no Fé, Esperança e Caridade, nos dias das
suas palestras na FEB, o autor de Pigmeus contra Gigantes percorria
ainda os Estados, promovendo conferências, assistidas e
elogiadas por verdadeiras multidões, que acolhiam em seus
corações os aconselhamentos fraternos por ele disseminados.
Nas suas excursões,
observou o professor Leopoldo Machado, a conveniência da
preparação, nos próprios centros, dos futuros
dirigentes das entidades, ampliando-se como decorrência
natural os estudos evangélicos infanto-juvenis à
adolescência, sob a denominação de Mocidade,
já que o termo juventude pressupõe até uma
faixa de existência, enquanto a primeira abrange até
a ancianidade, desde que as idéias sejam joviais.
Diante disso levou
ele o assunto ao conhecimento dos maiores expoentes do movimento
espírita de então, de quem recebera apoio integral.
Entrou então em contato com as entidades espíritas
do país e de 18 a 25 de julho de 1948, mês de férias
escolares, realizou-se no Rio de Janeiro, na sede da Sociedade
de Medicina e Espiritismo, o I Congresso de Mocidades Espíritas
do Brasil, com a presença de mais de seiscentos participantes,
incluindo familiares e acompanhantes.
O evento foi um
marco na história do Espiritismo em nosso país,
com reflexo já agora no mundo, graças ao trabalho
dos Espíritos Superiores, utilizando as novas gerações
em parte
decorrentes do inspirado trabalho do professor Leopoldo Machado.
(fonte de pesquisa: Folha
Cruzada, Ano 5, Nº 9).
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