| Histórico
José
Herculano Pires nasceu na cidade de Avaré, no estado de
São Paulo, a 25 de setembro de 1914, e desencarnou nesta
mesma capital, em 09 de março de 1979.
Filho do farmacêutico
José Pires Correia e da pianista Bonina Amaral Simonetti
Pires, fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí
e Cerqueira César. Revelou sua vocação literária
desde que começou a escrever.
Aos 9 anos, fez o
seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São
João, da sua cidade natal. Aos 16 anos, publicou seu primeiro
livro, "Sonhos Azuis" (contos), e aos 18 anos, o segundo
livro, "Coração" (poemas livres e sonetos).
Em 1946 mudou-se para São
Paulo e lançou seu primeiro romance, "O Caminho do
Meio", que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schmidt,
Geraldo Vieira e Wilson Martins.
Suas obras
Autor de 81 livros
de Filosofia, Ensaios, Histórias, Psicologia, Pedagogia,
Parapsicologia, Romances e Espiritismo, vários em parceria
com Chico Xavier, sendo a maioria inteiramente dedicada ao estudo
e divulgação da Doutrina Espírita.
Graduado em Filosofia
pela USP em 1958, publicou uma tese existencial: "O Ser e
a Serenidade". De 1959 a 1962, exerceu a cadeira de filosofia
da educação na Faculdade de Filosofia, Ciências
e Letras de Araraquara.
José Herculano
Pires foi presidente e professor do Instituto Paulista de Parapsicologia
de São Paulo. Fundou o Clube dos Jornalistas Espíritas
de São Paulo em 23 de janeiro de 1948. O Clube funcionou
por 22 anos.
Herculano foi membro
da Academia Paulista de Jornalismo onde ocupou a Cadeira "Cornélio
Pires" em 1964. Espírita desde a idade de 22 anos,
não poupou esforço na divulgação falada
e escrita da Doutrina codificada por Allan Kardec, tarefa essa
à qual dedicou a maior parte da sua vida.
Durante 20 anos manteve
uma coluna diária de Espiritismo nos Diários Associados
com o pseudônimo de Irmão Saulo. Durante quatro anos
manteve no mesmo jornal uma coluna em parceria com Chico Xavier
sob o título "Chico Xavier pede Licença".
Foi Diretor fundador da revista "Educação Espírita"
publicada pela Edicel.
Em 1954 publicou
“Barrabás”, que recebeu um prêmio do
Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, constituindo
o primeiro volume da Trilogia Caminhos do Espírito. Publicou
em 1975, “Lázaro” e com o romance “Madalena”
concluiu a Trilogia.
Traduziu cuidadosamente
as obras da Codificação Kardequiana, enriquecendo-as
com notas explicativas nos rodapés. Essas traduções
foram doadas a diversas editoras espíritas no Brasil, Portugal,
Argentina e Espanha. Colaborou com o Dr. Júlio Abreu Filho
na tradução da Revista Espírita. Ao desencarnar
deixou vários originais os quais vêm sendo publicados
pela Editora Paidéia.
(fonte de pesquisa: Folha
Cruzada anoº 5 nº 12).
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