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Histórico

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu na antiga Freguesia do Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), no Estado do Ceará, no dia 29 de agosto de 1831 e desencarnou no Rio de Janeiro, em 11 de abril de 1900.

Com a provável inspiração divina, Bezerra de Menezes reuniu uma pequena quantia em dinheiro que seus parentes lhe deram e partiu para o Rio de Janeiro, a fim de seguir a carreira que sua vocação lhe inspirava – a Medicina.

Ingressou em novembro de 1852, como praticante interno, no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Doutorou-se em 1856. Nesse mesmo ano, o mestre Manuel Feliciano Pereira de Carvalho, então Cirurgião-Mor do Exército, o nomeou seu assistente, com o posto de Cirurgião-Tenente.

Eleito vereador municipal pelo Partido Liberal, em 1861, teve sua eleição impugnada pelo chefe conservador Haddock Lobo, sob a alegação de ser médico militar. Com o objetivo de servir o seu partido, que necessitava dele para ter maioria na Câmara, resolveu afastar-se do Exército. Em 1867, foi eleito Deputado Geral.

Trabalhos

Afastou-se da atividade política e dedicou-se a empreendimentos empresariais. Criou a Companhia Estrada de Ferro Macaé-Campos, na então província do Rio de Janeiro. Posteriormente, empenhou-se na construção da via férrea de Santo Antônio de Pádua, pretendendo levá-la até o Rio Doce, desejo que não conseguiu realizar.

Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica que, em 1872, abriu o Boulevard 28 de Setembro, no então bairro de Vila Isabel. Em 1875, foi presidente da Companhia Carril de São Cristóvão.

Voltando à política, foi eleito vereador em 1876, exercendo o mandato até 1880. Foi ainda presidente da Câmara e Deputado Geral pela Província do Rio de Janeiro, no ano de 1880.

Quando o Dr. Carlos Travassos empreendeu a tradução de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ofereceu um exemplar, com dedicatória, a Bezerra de Menezes.

No dia 16 de agosto de 1886, um auditório com cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade, que enchia o salão de honra da Velha Guarda, ouviu, em silêncio, emocionado, atônito, a palavra de ouro do eminente político, do eminente médico, do eminente cidadão, do eminente católico, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, que proclamava aos quatro ventos a sua adesão ao Espiritismo.

Ele era um autêntico religioso, no mais alto sentido. Sua pena foi, por isso, desde o primeiro artigo assinado, em janeiro de 1887, posta ao serviço do aspecto religioso do Espiritismo.

Em 1894, o nome de Bezerra foi lembrado como o único capaz de unificar a família espírita.

O infatigável batalhador, com 63 anos de idade, assumiu a presidência da FEB, cargo que ocupou até 11 de abril de 1900, quando desencarnou vítima de violento ataque de congestão cerebral.

Devido ao seu Espírito caridoso e prestativo, Bezerra de Menezes mereceu o cognome de O Médico dos Pobres. Bezerra de Menezes é o mentor da Federação Espírita do Estado do Espírito Santo (FEEES). (fonte de pesquisa: Folha Cruzada, Ano 4, Nº 3).