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Histórico
Nasceu
a 18 de junho de 1883 em Bom Jesus do Itabapoana, no norte fluminense.
Em 1903 ingressou
na Escola Militar do Brasil. Ali, Duque-Estrada encontrou um ambiente
com predominância da preparação intelectual
sobre o ensino militar, com todos os alunos voltados para o bacharelato
em que ainda era muito viva a influência de Benjamim Constant.
Herdando do pai a
vocação para o ensino, empenhou-se por ingressar
no Magistério Militar, o que ocorreu em 1912, na Escola
de Guerra, em Realengo.
Foi um professor
exemplar, ensinando e formando pelo exemplo.
Ficou sempre em Realengo,
seu verdadeiro chão, sendo professor de inúmeras
turmas de futuros oficiais. Pelo menos duas gerações
passaram por suas aulas de Mecânica Racional, lecionando
aos pais e, posteriormente, aos seus filhos.
Fechada a Escola,
passou os últimos anos na Escola Técnica do Exército
(hoje IME), ali permanecendo até 1949, quando foi reformado,
após 48 anos de relevantes serviços ao Exército.
Em 1918, com 35 anos,
após a tragédia da Gripe espanhola, que ceifou dezenas
de milhares de vidas, deixando famílias sem conta enlutadas,
decidiu que deveria fazer algo mais por seus semelhantes, e que
a medicina lhe ofereceria campo para tal.
Formado pelo Instituto
Hahnemanniano do Brasil, formou-se médico, exercitando
a Homeopatia, e inscrevendo seu nome entre os grandes bandeirantes
deste ramo da Medicina no Brasil.
Atendia, em especial,
aos pobres, dos quais nada recebia, e aos quais ainda fornecia
os medicamentos que receitava. Era comum vê-lo subir os
morros, com sua pequena maleta, a fim de visitar os doentes nas
comunidades faveladas.
Espiritismo
Em 1912, conheceu
o Espiritismo, através de um colega de Realengo. Estudou
com afinco as obras básicas, freqüentou trabalhos
mediúnicos, acompanhou e estudou fenomenologia anímica
e espírita. Foram anos de reflexão que redundaram
em aceitação plena da Doutrina Espírita,
com conseqüente vivência espírita, reflexo de
quem passa a ter um alto grau de comprometimento com ela.
Em 1918 passou a
freqüentar a União Espírita Suburbana, onde
travou conhecimento com Ignácio Bittencourt, Vianna de
Carvalho e Paim Pamplona.
Em 1944 foi um dos
sócios fundadores da Cruzada dos Militares Espíritas,
tornando-se seu Presidente em 1954, cargo que ocupou até
1971. Tinha, então, 88 anos, e deixou a função
por motivos de saúde. Daí até o seu desencarne,
em 8 de setembro de 1982, foi nosso Presidente de Honra.
Durante sua feliz
administração a Cruzada dinamizou as atividades
dos Núcleos e adquiriu a sua sede própria. Mas,
sobretudo, dele recebeu o exemplo de sua fé robusta, de
sua inteireza moral, de suas convicções firmes,
de seu amor à justiça. (fonte
de pesquisa: Folha
Cruzada, Ano 5, Nº 16).
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